SAÚDE
Pressão alta: por que a hipertensão ainda é um grande desafio de saúde pública
Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pelos altos níveis da pressão arterial e pode ser diagnosticada quando os valores máximos e mínimos são iguais ou ultrapassam 140/90 mmHg (ou “14 por 9”). Apesar de comum, afeta um brasileiro a cada quatro, segundo o Ministério da Saúde (dados de 2019), a doença reúne dois fatores perigosos: é silenciosa e é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares (AVCs, infarto, insuficiência cardíaca, aneurismas e/ou insuficiência renal crônica).
Informações da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgadas em 2023, estimam que cerca de 30% da população adulta brasileira viva com hipertensão. O levantamento revela ainda que a prevalência é maior entre as mulheres nas capitais brasileiras, com 29,3% dos diagnósticos, enquanto os homens correspondem a 26,4%.
Durante o Abril Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre doenças cardiovasculares, e no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão (26 de abril), especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento.
De acordo com o cardiologista Carlos Japhet, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, uma das maiores dificuldades está justamente no fato de a doença passar despercebida. “Na maioria das vezes, a pressão alta não dá sintomas. Algumas pessoas podem sentir dor de cabeça ou tontura, mas isso não é regra. Muita gente com hipertensão não sente absolutamente nada”, explica.
Sintomas: quando aparecem, já é sinal de alerta
Embora seja frequentemente assintomática, a hipertensão pode dar sinais em casos mais graves, como dor de cabeça intensa, tontura, falta de ar, dor no peito e até sangramento nasal.
O cardiologista alerta para os momentos em que é essencial procurar ajuda. “Se a pressão estiver acima de 13 por 8 com frequência, já é necessário investigar. E, se chegar a 18 por 12 ou mais, especialmente com sintomas, é uma urgência médica”, destaca.
O grande perigo da hipertensão não está apenas nos números do aparelho de pressão na hora da consulta, mas nas consequências da doença a longo prazo. Segundo o especialista, o principal risco é o comprometimento de órgãos vitais. “O coração pode ser afetado, levando a infarto ou insuficiência cardíaca. No cérebro, pode causar um AVC e, nos rins, pode evoluir para insuficiência renal”, explica. Ele reforça que, quanto maior a pressão e mais prolongado o tempo sem tratamento, maiores são os danos ao organismo como um todo.
Mitos ainda atrapalham o controle
Apesar de ser uma doença bastante comum, ainda existem muitos mitos que dificultam o diagnóstico e o tratamento. O principal deles, segundo o médico, é acreditar que é possível “sentir” quando a pressão está alta.
“Estudos mostram que 27% das pessoas não sabem que a hipertensão é geralmente assintomática, e muitos acreditam, erroneamente, que podem identificá-la por sintomas como nervosismo ou sensação de calor”, afirma. Outros equívocos comuns incluem atribuir a hipertensão apenas ao estresse, interromper o uso de medicamentos quando a pressão melhora e desconhecer os impactos da doença sobre rins, cérebro e até a memória.
Quanto ao tratamento, ele é tão desafiador quanto o diagnóstico. A adesão inadequada é um dos principais entraves no controle da doença em pacientes hipertensos.
“A não adesão às medicações anti-hipertensivas é um problema multifatorial e complexo que afeta aproximadamente metade dos pacientes com doença cardiovascular”, pontua Carlos. “Muitas pessoas param de tomar os remédios porque não sentem sintomas ou acreditam que estão curadas. Além disso, mudar hábitos de vida, que é um dos principais caminhos para o controle da hipertensão, como reduzir o sal, praticar atividade física e manter consultas regulares, exige disciplina pessoal, mas também envolve questões econômicas e sociais do paciente”, complementa Carlos Japhet.
Mesmo silenciosa, a prevenção é possível
Entre os hábitos que ajudam a prevenir a doença estão alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, redução do consumo de sal, controle do peso, não fumar e moderar o consumo de álcool. Além disso, medir a pressão regularmente é um hábito simples que pode salvar vidas.
“Como a hipertensão não dá sinais na maioria das vezes, a única forma de descobrir é aferindo a pressão. Cuidar disso é um ato de prevenção e de responsabilidade com a própria saúde”, finaliza o especialista.
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