NOTÍCIA DO DIA
NÁUTICO PERDE MAIS UMA PARA O SANTA
O jogo valia a primeira posição do estadual ao Náutico. A classificação. Ao Santa Cruz, antes de tudo, a estabilidade após a eliminação na Copa do Nordeste e um ponto final no retrospecto sem vitórias contra os os seus rivais nesta temporada. Fim do jejum. O primeiro Clássico das Emoções na Arena Pernambuco foi marcado por muitos gols. Em jogo recheado de falhas defensivas do Timbu (até bisonhas, ressalte-se), deu um placar de 5 a 3 para o Tricolor na tarde deste domingo. Resultado que salva o cargo do técnico Vica. Líder no começo da rodada, Lisca agora é quem está pressionado. A goleada pesou. A torcida alvirrubra chegou a pedir veementemente a saída do comandante quando soou o apito para o intervalo. A pressão trocou de lado.
Tudo o que o Santa menos precisava era começar perdendo no início. Poderia desestabilizar ainda mais uma equipe já moralmente abatida. O pesadelo veio. O gol de honra do Timbu ficou na conta de Oziel. O lateral falhou duas vezes e Hugo abriu o marcador. A partida, no entanto, manteve-se equilibrada. Mas o time de Lisca era muito mais permissivo. Dava espaços na intermediária a todo instante. Renan Fonseca aproveitou-se. Acertou um chute que ainda desviou no zagueiro Flávio antes de entrar: 1 a 1. Gol que reanimou o Santa Cruz. A virada coral não tardou. Veio em exatos 11 minutos. E aconteceu de forma bizarra. William Alves perdeu uma bola fácil para Léo Gamalho. Depois de cruzamento, Izaldo acertou a sua própria trave. Na sequência, jogou contra o próprio patrimônio. Gol contra: 2 a 1.
Pareceu lance de atletas amadores. O Santa cresceu a partir daí. Ampliou a vantagem aos 42. O volante Dê, sem necessidade, subiu para atacar. Acabou dando espaço para um contra-golpe mortal. Com assistência de Caça-Rato, Léo Gamalho marcou o terceiro. Segundo tempo – O Náutico já voltou dos vestiários sendo vaiado pela própria torcida devido ao mau futebol apresentado na etapa inicial. Lisca, xingado. O zagueiro William Alves e o técnico viraram alvos principais dos torcedores. Izaldo foi poupado no intervalo pelo treinador e também se poupou das críticas dos torcedores. Poderia ter ouvido mais se tivesse permanecido em campo. Isso porque, apenas aos seis minutos, Léo Gamalho fez seu segundo no jogo e o quarto do Santa Cruz.
De cobertura. Goleada. O Náutico estava desnorteado. “Mais um”, começou a gritar a torcida coral. Pedido atendido. Aos 23, Carlos Alberto fez o que quis na grande área dos mandantes e mandou no canto direito de Alessandro: 5 a 1. Elicarlos e William Alves ainda diminuiuram. Injusto. Havia espaço para mais gols do lado Triciolor.
Fonte – Diário de Pernambuco
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