NOTÍCIA DO DIA
NÁUTICO BATE O CENTRAL E É O CAMPEÃO PERNAMBUCANO DE 2018
Era mais que um incômodo. No peito, uma angústia perseguia. A garganta com um nó, doía, ardia seca em silêncio. Do passar de longos 13 anos, uma geração inteira de torcedores alvirrubros sofreu com uma ausência de título. Vazio curável somente frente ao grito mais alto de palavra composta pela junção – ironia da vida – justamente por sete letras mágicas: campeão. Após exatos 5.103 dias, diante de uma Arena de Pernambuco lotada por 42.352 mil aficionados (um recorde para jogos entre clubes no estádio), o Náutico venceu o Central por 2 a 1 em uma partida repleta de emoções até o apito final.
Os gols de Ortigoza e Jobson, enfim, puderam fazer seus mais fiéis apaixonados voltarem a sentir (ou, para os mais novo, debutarem) a alegria de erguer uma taça. A Patativa, que vendeu caro a derrota, diminuiu com Júnior Lemos. E por muito pouco esteve perto de calar a arena na reta final do jogo. A trave e o goleiro Bruno salvaram o Náutico. O grito de campeão pôde então ecoar com força no estádio, pelas ruas do Recife, por todo o estado. A taça do Campeonato Pernambucano retorna para o lado do Timbu.
Volta com colocando um ponto final à espera, à desconfiança, ao temor que rodeava um clube desiludido com seguidas decepções nos últimos anos. Se o Timbu não tinha um time tecnicamente impecável, a equipe comandada pelo técnico Roberto Fernandes assumiu o espírito de garra alvirrubro. Deu certo. O Náutico voltou a ser campeão justamente sob a tutela de um treinador assumidamente alvirrubro. Pernambucano, Roberto Fernandes esteve à frente do time em uma campanha impecável no Estadual. Foram oito vitórias em oito jogos como mandante.
A equipe comandada pelo técnico conseguiu manter 100% de aproveitamento. Número marcante que significou um capítulo que não acontecia no futebol do estado há 20 anos. A última equipe a alcançar tal façanha foi o Sport, em 1998. Com 117 anos de vida, o Náutico nunca tinha ficado tanto tempo sem conquistar títulos desde que, em 1934, começou a colecionar taças. Antes, o maior jejum alvirrubro aconteceu entre 1989 e 2001. A taça do Campeonato Pernambucano deste ano foi a 22ª levantada na história timbu. Fonte: Diário de Pernambuco
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