NOTÍCIA DO DIA
DICA DE CINEMA – ÊXODUS
Há 58 anos, a audácia do produtor Cecil B. DeMille dava ao mundo o épico religioso “Os Dez Mandamentos”. Com suas 3h40min de duração, a produção elevou ao estrelato o ator Charton Helston, que protagonizava o filme, na pele do bíblico Moisés. Lançado em outubro de 1956, o filme tornaria-se a grande referência como obra do gênero, muito pela beleza impressionante de seus efeitos especiais, lhe rendendo um Oscar no ano seguinte, e garantindo que o filme de DeMille voltasse a entrar em cartaz pelos 20 anos seguintes, todo dezembro ou na Semana Santa, quase como uma obrigação na agenda das salas de cinema do País católico.
Hoje, Hollywood oferece uma outra (e bem contemporânea) leitura para a história do profeta hebreu que libertou seu povo de centenas de anos de escravidão sob o julgo do reinado egípicio por várias gerações no Antigo Egito. A missão de con ceber o novo desenho, de “Êxodo: Deuses e Reis” (“Exodus: Gods and Kings”, EUA, 2014) recaiu sobre as mãos de Ridley Scott, cineasta inglês sempre observado pelo conhecido refinamento visual de suas obras – “Alien”, “Blade Runner”, “1492”, “Gladiador”.
Scott e sua equipe criativa não nos decepciona, oferecendo um trabalho de encher os olhos em todos os aspectos técnicos que costumam chamar a atenção em filme históricos – locação, cenografia, figurino, direção de arte, etc. O desenho de produção de “Êxodo” é um espetáculo à parte, com as imagens – mesmo que simuladas por computador – imprimindo na tela uma bela ideia plástica de como seria a dinâmica de um Egito comandado pelo rei Ramsés (Joe Edgerton) com todos os seus constrastes de riqueza e miséria.
Ao contrário das boas qualidades apontadas acima, a trilha sonora de Alberto Iglesias é discreta demais, ou tradicional demais, não dando a atmosfera grandiloquente que se espera de ações como a abertura do Mar Vermelho por Moisés.
Mas, assim como “Noé”, de Darren Aronofsky, em 2013, o mais radical – no mau sentido – em “Êxodo” está na proposta que seu roteiro – escrito a quatro mãos por Adam Cooper, Bill Collage, Jeffrey Caine e Steven Zaillian – nos é oferecido. Isto porque aqui referências milenares como a própria abertura do Mar Vermelho não acontece associada ao cajado de Moisés, muito menos vemos as escrituras das duas tábuas dos Dez Mandamentos acontecerem de maneira espetacular, mediadas por uma intervenção climática.
As pragas divinas que aterrorizam o faraó Ramsés – as águas ensanguentadas, a infestação de rãs, a doença nos animais, a invasão de gafanhotos, entre outras, além da morte dos primogênitos – também ganham uma explicação lógica pelo sábio do faraó. Não menos adequada à razão hollywo – odiana – e contra a fé pregada no enredo bíblico -, es – tá a visão de Moises (Christina Bale) ao encarar o Todo- Poderoso na Montanha Proibida. A visão se dá após o profeta acordar de uma acidente no qual teve a cabeça atingida por uma pe dra. Deus aparece, a propósito, na pele de um menino (Isaac Andrews).
A opção é curiosa e, de certa forma, não empresta aos diálogos entre Ele e Moisés a solenidade que se espera. Bale e os outros atores (com exceção de Edgerton) também não parecem representar a dimensão e a profundidade que a história pede. Em resumo, há em “Ê – xo do” um esforço para deixar a história do segundo livro do Antigo Testamento qua se com um viés laico. Não deixa de ser uma estra – tégia corajosa, visando agradar a maior parte dos espectadores independentes de sua crença (ou descrença religiosa). Mas também não deixa de ser covarde, pelo mesmo motivo.
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